Eficiência e custo do alho e da cebola baratos na indústria de alimentos

Preço por quilo não é custo real! Entenda como variações em alho e cebola impactam rendimento, sabor e margem na indústria de alimentos.

Na indústria de alimentos, alho e cebola costumam ser classificados como commodities, o que faz com que o processo de compra seja, muitas vezes, guiado quase exclusivamente pelo menor preço por quilo, esse tipo de decisão, embora pareça racional à primeira vista, ignora um ponto central da operação industrial: o custo real de um insumo não está no valor da nota fiscal, mas no impacto que ele gera dentro do processo produtivo ao longo do tempo.

Quando alho e cebola apresentam variação entre lotes, seja em umidade, corte, intensidade de sabor ou rendimento, essas diferenças se traduzem em perdas operacionais, ajustes constantes de receita, aumento de consumo para compensar variações sensoriais, maior tempo de preparo e retrabalho na linha passam a fazer parte da rotina da fábrica. Esses custos raramente são contabilizados de forma direta, mas afetam significativamente a margem final do produto.

Duas matérias-primas com preços semelhantes por quilo podem gerar custos completamente diferentes quando analisadas sob a ótica do processo, um alho mais barato, mas com baixa padronização, pode exigir maior volume de uso para alcançar o mesmo resultado sensorial, impactando o rendimento por tonelada produzida, por isso que indústrias mais maduras não avaliam seus fornecedores apenas pelo preço unitário, mas sim pelo custo total do insumo ao longo da produção.

Em segmentos como molhos, temperos, salgadinhos, embutidos e refeições prontas, alho e cebola não são ingredientes secundários, eles definem o perfil sensorial do produto, influenciam diretamente a aceitação do consumidor e precisam manter estabilidade ao longo do tempo para preservar a identidade da marca. Qualquer oscilação compromete não apenas o processo interno, mas também a percepção do mercado.

Nesse contexto, o papel do fornecedor industrial deixa de ser simplesmente entregar volume, ele passa a ser um agente de estabilidade do processo, oferecendo padronização entre lotes, rastreabilidade, controle rigoroso de parâmetros técnicos e capacidade de atender a indústria com previsibilidade, inclusive em cenários de auditoria e crescimento de demanda.

Na Reinata, o fornecimento de alho e cebola é tratado como uma responsabilidade técnica, o foco não está apenas no produto em si, mas na segurança operacional que ele oferece ao cliente. A escolha por um fornecedor previsível reduz riscos, diminui perdas e protege a margem da operação. No fim das contas, o alho mais barato pode se tornar o mais caro quando o custo oculto do processo não é considerado.